LAPIS mostra áreas do Brasil com chuvas abaixo da média histórica
O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites(LAPIS) atualizou o mapa da intensidade da seca, baseado em dados mais de satélites deste mês de abril. O mapa integra um conjunto de variáveis agrometeorológicas, comparando os dados com a média histórica, para caracterizar a situação de cada região brasileira.

Observa-se áreas pontuais de chuva abaixo da média histórica em todas as regiões brasileiras (áreas que vão do amarelo ao marrom). Nas demais regiões, os indicadores estão em torno da média.
A intensidade da seca compara a quantidade de água disponível no solo para as lavouras, em determinada área, com a média histórica registrada no mesmo período, de 1991 a 2020.
A intensidade da seca é classificada em categorias: normal, fraca, moderada, severa, extrema e excepcional. Cada classe de intensidade da seca representa uma probabilidade de retorno do período de seca. Nas áreas com registro de seca extrema, tem-se o seguinte cenário:
- Umidade do solo: o solo é seco, com déficit de umidade do solo a longo prazo;
- Precipitação: déficit severo de precipitação, aumentando o risco de incêndios florestais;
- Vegetação: perda de rendimento agrícola esperado de 20-40%. O impacto da seca nas pastagens se manifesta na disponibilidade de ração para o gado;
- Corpos d'água: os fluxos dos rios e os níveis dos reservatórios de água são baixos. Pequenos corpos d'água podem secar.
O mapa da intensidade da seca foi processado no software livre QGIS, a partir de dados do produto CHIRPS, por meio do cálculo do Palmer Drought Severity Index (PDSI). Para aprender a gerar esse e outros indicadores ambientais e agrometeorológicos, que fazem parte do portfólio de produtos de satélites do Laboratório Lapis.
Fonte: Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS).
Categorias: Intensidade de seca
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